Frente Popular rechaça aumentos de passagem na região metropolitana de Belo Horizonte com manifestação de rua
Na sexta-feira (09/01), trabalhadores e estudantes foram às ruas protestar contra os aumentos de passagem de Belo Horizonte para R$6,25, de Contagem para R$6,75 e da Região Metropolitana para, pelo menos, R$6,10.

A manifestação percorreu a Av. Amazonas e teve fim na Praça Sete. Reprodução: Marina de Oliveira Costa / @pelo.transporte.rmbh.
Na sexta-feira (09/01), trabalhadores e estudantes foram às ruas protestar contra os aumentos de passagem de Belo Horizonte para R$6,25, de Contagem para R$6,75 e da Região Metropolitana para, pelo menos, R$6,10. A manifestação foi organizada pela Frente Popular pelo Transporte Coletivo e contou com a presença de motoristas que se organizam no Movimento de Motoristas Unidos (MMU), que também reivindicam um melhor reajuste salarial. Além da rejeição aos aumentos e a defesa da melhoria das condições dos motoristas, os manifestantes também defenderam a tarifa zero universal em todos os dias da semana e a estatização dos serviços de transporte na RMBH.
A marcha partiu da Praça Raul Soares e percorreu a Av. Amazonas, ocupando parte das vias, distribuindo panfletos e dialogando com os trabalhadores próximos através de carro de som. Depois, seguiu até a Praça Sete, onde foi realizada uma agitação com faixas, bandeiras e palavras de ordem. Enquanto discursava no início do ato, Felipe Ferraz, militante do PCBR, defendeu que os aumentos anuais e a contínua precarização dos serviços de transporte são sintoma do modelo privatizado que impera hoje:
“O transporte [por ônibus] em Belo Horizonte é privatizado desde que a gente se entende por gente e o resultado é todo ano aumento de passagem, e desde 2022 aumento do subsídio anual pras empresas, um subsídio multimilionário que já ultrapassa R$700 milhões. Então nós, trabalhadores, pagamos duas vezes pras empresas: através dos nossos impostos, que se transformam em subsídio, e através da passagem.
A solução é apresentar um programa diferente para o transporte. Um programa que tire o empresário do jogo, porque o empresário que tá lá embolsando um lucro milionário todos os anos, enquanto a classe trabalhadora paga por um serviço que não melhora.”
A situação do metrô também foi alvo de denúncia do PCBR, que destacou que a piora do serviço começou com a política de tornar a empresa uma fonte de lucro, e se agrava com a privatização em 2023, com aumentos de passagem que também se tornaram anuais, além da demissão em massa de trabalhadores e outros problemas.
Ao final, a Frente Popular pelo Transporte Coletivo convocou os presentes para uma nova reunião para seguir organizando a luta contra o aumento. A perspectiva é que novas ações aconteçam nas próximas semanas. As atividades da Frente são divulgadas através de sua página no Instagram.