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  • EDITORIAL: Um 1º de maio para retomar as lutas!

    Com o 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador, se avizinhando, é hora de lembrarmos como a classe trabalhadora fez (e continua fazendo) história, quando conseguiu se livrar das ilusões da burguesia e lutar como classe independente.

    2 de Abril de 2025 às 15h00

    Os rumos que a situação política no Brasil tem tomado são muito preocupantes para os trabalhadores. Desde o começo do atual governo, interpretado por alguns como “um suspiro” frente ao governo golpista de Temer e a selvageria fascistóide de Jair Bolsonaro, não vimos senão ataques frontais. Já não resta dúvida, para quem for honesto em sua análise: o governo Lula-Alckmin tem sido ainda mais eficiente em manter a agenda do grande capital, particularmente as medidas chamadas “neoliberais”, com pouca ou nenhuma contestação.

    É claro que isso preocupa o conjunto inflado de analistas “de esquerda” que ainda se iludem (e buscam iludir) a classe trabalhadora, dizendo ainda “tratar-se de um governo em disputa”. Cada medida antipopular patrocinada pelo governo federal, como mostram as matérias desta edição sobre o complexo prisional privado em Santa Catarina, o desmonte do FGTS a serviço da engorda do capital financeiro ou a privatização da Eletrobras com a bênção dos recursos do BNDES, vem acompanhada de mais e mais concessões para a grande burguesia brasileira e internacional também no âmbito político-institucional. Enquanto a “ala esquerda” do governismo diz para centrarmos forças contra a direita, o governo em si a apoia e a alimenta.

    Com o 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador, se avizinhando, é hora de lembrarmos como a classe trabalhadora fez (e continua fazendo) história, quando conseguiu se livrar das ilusões da burguesia e lutar como classe independente. Estamos há meses com uma luta pelo fim da escala 6x1, combatida pelos patrões, pela direita, pelo governo e pelos setores reformistas, e sendo dividida pelos hesitantes, até com promessas de só fazê-la no segundo semestre. Enquanto isso, vão surgindo novamente as iniciativas pelas bases, com comitês contra a escala 6x1 e uniões de trabalhadores de supermercados, movimentos importantes como o Breque dos Apps, a greve dos ferroviários em São Paulo e a paralisação da Petrobrás.

    Não precisamos voltar muito na história para ver o sucesso dos trabalhadores quando lutam com firmeza, contra patrões e contra governos, sejam quais forem. No fim de fevereiro, as imagens, surpreendentes e encorajadoras, das manifestações dos trabalhadores gregos por memória e justiça dos mortos no acidente de trem em Tempe tomaram as redes e mostraram como se faz – com a paralisação de todos os aeroportos e portos, de setores industriais e ferroviários, com o surgimento de novos sindicatos, com uma central sindical combativa à frente, a PAME, começa um ciclo de lutas em que a imprensa comunista tem participado demonstrando o conluio entre todas as forças da ordem e que custou a vida de 57 pessoas, a maioria estudantes.

    Para os que já perderam a memória e preferem apoiar o atual governo, devemos esfregar na cara: também em 2017 (mesmo sob o governo Temer), um único dia de Greve Geral no Brasil foi responsável por atrasar em dois anos a Reforma da Previdência – e teríamos conseguido mais se a maioria das centrais sindicais não tivessem recuado de crescer o movimento para um novo dia de paralisação nacional. Essa a força dos trabalhadores, no Brasil e no mundo todo.

    As lutas de todo o mês de abril têm um ponto de chegada claro: construir o Dia Internacional do Trabalhador e fazer dele uma grande caixa de ressonância pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho, não só em palavras, mas em ações, organizando e reforçando os comitês que já existem. Assim fazemos nossa luta e só assim é que ganhamos.