“Herdeiro" da monarquia iraniana reconhece Israel e promete pôr fim ao programa nuclear do Irã
Reza Pahlavi diz reconhecer o Estado de Israel e dar fim ao programa nuclear iraniano, caso haja a queda do regime dos aiatolás.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (à esquerda), sua esposa Sarah (segunda à esquerda), Reza Pahlavi (terceiro à esquerda) e a então ministra da Inteligência israelense Gila Gamliel, em 2023. Reprodução/Foto: Iran International.
Por Filgueira
Reza Pahlavi é filho do último xá, o ditador Mohammad Reza Shah, e foi coroado herdeiro em 1967, dez anos antes da Revolução Islâmica que derrubou a monarquia e impôs o regime dos aiatolás. Aos 17 anos, em 1978, Pahlavi deixou o país natal para fazer treinamento junto à Força Aérea dos Estados Unidos, no Texas. Com a queda do regime do pai, continuou exilado nos EUA, onde terminou os estudos e se tornou cientista político pela Universidade do Sul da Califórnia.
Desde o início da onda de protestos contra o regime dos aiatolás no Irã, Reza grava vídeos com mensagens aos iranianos e mantém diálogo com outros líderes internacionais, mesmo que seu nome não seja um consenso sequer junto aos opositores, apesar da presença de chamados pela monarquia nos protestos nas ruas de Teerã.
Em um dos vídeos divulgados em sua conta no X/Twitter, Reza Pahlavi diz reconhecer o Estado de Israel e dar fim ao programa nuclear iraniano, caso haja a queda do regime dos aiatolás, e que posicionará o Irã como um “amigo do Ocidente”. Em visita a Israel, Reza posou junto a Netanyahu, que prometeu “parceria” com o Irã, caso haja a derrubada do atual regime:
“Todos nós esperamos que a nação persa seja em breve libertada do jugo da tirania e, quando esse dia chegar, Israel e Irã voltarão a ser parceiros leais na construção de um futuro de prosperidade e paz para ambos os povos.”
Líderes israelenses e até contas oficiais do governo israelense vêm usando IA para incitar protestos no Irã e alimentar o discurso de que o governo iraniano vem financiando grupos como Hamas (Palestina) e Hezbollah (Líbano). Assemelhando-se a Israel, o regime monárquico do Irã foi marcado por corrupção, repressões políticas e tortura de adversários políticos. Hoje, o Irã é um dos poucos países com capacidade de driblar o Domo de Ferro (proteção aérea israelense) e com capacidade de deter os mísseis de Israel.