Demissão em massa no SAMU em Maringá evidencia a gestão Barros como inimiga do povo trabalhador da região
Em reunião entre o Executivo, o Consórcio Proamusep e o Sismmar, o secretário informou a decisão da Prefeitura de demitir cerca de 50 servidores do SAMU que hoje atuam em regime CLT de 8 horas.

O Secretário Municipal de Saúde, Antônio Carlos Nardi, anuncia a demissão em massa dos trabalhadores municipais do SAMU. Reprodução/Foto: Sismmar Maringá.
Na manhã de quinta-feira (08), a classe trabalhadora de Maringá e região sofreu outro ataque promovido pela gestão neoliberal tecnicista de Silvio Barros (PP) e seu Secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi. Em reunião entre o Executivo, o Consórcio Público Intermunicipal de Gestão da Amusep (Proamusep) e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar), o secretário informou a decisão da Prefeitura de demitir cerca de 50 servidores do SAMU que hoje atuam em regime CLT de 8 horas.
A decisão envolve profissionais de enfermagem, medicina e transporte que, a partir de fevereiro, terão que buscar outro emprego. Estes trabalhadores não atendiam apenas a cidade de Maringá, mas sim 30 municípios que fazem parte da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep).
A justificativa do Executivo é de que a utilização desses profissionais costumeiramente por mais do que às 8h previstas em seu regime ocasionava um número alto de horas extras, gerando um “desbalanço” nas contas dos entes consorciados.
Em posicionamento, a prefeita de Astorga e atual presidente do Consórcio Proamusep, Suzie Pucillo (PP) afirmou que as demissões não afetarão a prestação de serviços visto que estavam apenas aguardando as demissões saírem do papel para convocarem os aprovados no último Processo Seletivo Simplificado (PSS) - também reforçou que os recém demitidos poderão, se quiserem, ser realocados no próprio Consórcio mediante aprovação em PSS futuro sem data definida.
Ou seja, irão precarizar a prestação de saúde em 30 municípios da região noroeste do Paraná com a demissão de 50 servidores públicos que em alguns casos acumulam mais de 15 anos de experiência, com a desculpa de “ajustes fiscais”. Substituindo-os por temporários que ficarão ainda mais à mercê de pressões políticas externas e do cumprimento de metas irreais. Nada mais que o sucateamento da saúde pública e o descaso com a carreira e vida desses trabalhadores.
Movimentação do sindicato
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) movimentou-se convocando reunião de emergência e declarando o intuito de tomar medidas jurídicas diante das ações do Executivo, acionando o Ministério Público do Trabalho sobre o assunto.
Outra face da precarização: terceirização da nova UPA
Em entrevista ao portal de notícias Maringá Post, o prefeito Silvio Barros, informou na quarta-feira (07) seu intuito de terceirizar a gestão de uma das duas novas UPAs da cidade para “fazer uma análise comparativa” dos resultados de cada modelo de administração.
A unidade será entregue totalmente nova à iniciativa privada, com a meta de ser construída integralmente com dinheiro do município ainda no primeiro semestre deste ano.
Em todo Brasil, experiências como essa resultaram em sobrecarga de trabalho, precarização dos serviços, piora na qualidade do atendimento e no aumento do tempo de espera para tratamento.