EIPCO acontece em agosto, em Cuba, e reforça a solidariedade proletária

No centenário do nascimento de Fidel Castro, devemos aprofundar nossa solidariedade com Cuba socialista e defender o legado da Revolução Cubana, pela paz e contra a agressão imperialista.

2 de Junho de 2026 às 15h00

Dia do Trabalhador, em Havana, 2022. Reprodução/Foto: Joaquim Hernández/Xinhua.

Por Filgueira

O 24º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários (EIPCO) acontecerá entre 7 e 9 de agosto de 2026, em Havana, na capital de Cuba, em meio às intensificações das agressões do imperialismo estadunidense contra o governo e o povo de Cuba, que buscam minar a soberania nacional e derrubar o governo socialista do país.

A divergência na leitura política entre os partidos comunistas e operários de todo o mundo sobre os conflitos interimperialistas tem apresentado desafios gritantes ao Movimento Comunista Internacional (MCI). Principalmente com a contrarrevolução na União Soviética, algumas organizações buscaram, e ainda buscam, diluir seu conteúdo de classe para posições pequeno-burguesas e até mesmo burguesas em seu programa, em sua leitura do imperialismo e até mesmo em suas questões organizativas; por outro lado, as organizações da classe trabalhadora se mantêm fiéis ao sentido revolucionário, marxista-leninista, e trabalham para a construção da revolução em seus países e no mundo todo.

Ao longo de décadas, o EIPCO é a iniciativa existente mais duradoura dentro do MCI, e é precisamente por isso que precisamos travar com convicção política e disciplina revolucionária as lutas ideológicas que se desenvolverão entre as organizações comunistas e operárias em todo o globo. Entendemos que a linha que deve prevalecer é a da estratégia revolucionária na luta pelo socialismo e pelo comunismo, sem concessões a nenhuma burguesia, a nenhum Estado capitalista, a nenhuma força oportunista que defenda um “capitalismo humanizado”.

Nesse sentido, realizar o EIPCO em Havana reafirma a necessidade do internacionalismo proletário como princípio inegociável na luta dos partidos comunistas pelo socialismo. No centenário do nascimento de Fidel Castro, devemos aprofundar nossa solidariedade com Cuba socialista e defender o legado da Revolução Cubana, pela paz e contra a agressão imperialista.

Desde os primeiros anos após a vitória da Revolução de 1959, o povo cubano tem sido submetido a um cruel bloqueio econômico imposto pelo imperialismo estadunidense. Trump afirmou repetidamente que, depois da Venezuela, Cuba é seu próximo alvo. As investidas do capital estadunidense demonstram a determinação do imperialismo em atacar a Revolução Cubana por todos os meios possíveis, uma revolução que demonstrou que os trabalhadores, por meio de sua luta, possuem o poder de superar a barbárie capitalista, sendo inspiração para a luta dos oprimidos e explorados em todo o mundo.

Enquanto reconhecemos os feitos extraordinários alcançados pela Revolução Cubana, devemos destacar também a luta da classe trabalhadora cubana, cujo empenho diário sustenta a chama revolucionária. Assim como a Revolução Cubana é um farol de esperança, devemos aspirar à vitória do proletariado brasileiro, unindo-nos na luta por um mundo livre da exploração humana.

O internacionalismo proletário não se reduz às lutas em solidariedade aos povos (ainda que elas tenham nelas elementos centrais), mas também exige tomar a luta dos trabalhadores no mundo todo em perspectiva, o que inclui intervir na formulação e na organização do movimento comunista em todos os países. Sob essa perspectiva, a realização do EIPCO em Cuba reforça o compromisso dos comunistas com a derrubada do capitalismo e com a construção do socialismo.