Tarifa de ônibus em Londrina sobe e organizações políticas convocam mobilizações
Está marcado um ato público contra o aumento da passagem, nesta sexta-feira (30), às 17h15,na escadaria do Calçadão de Londrina. O objetivo é denunciar o reajuste, pressionar o poder público e afirmar que transporte não é mercadoria, mas um direito social que deve estar a serviço do povo.

Reprodução/Foto: Luiz Costa/Hoje em Dia.
Por João Oliveira
O povo trabalhador de Londrina (PR) voltou a sentir no bolso o peso de um transporte público cada vez mais caro e distante da realidade das trabalhadoras, dos trabalhadores e da juventude.
Com o novo aumento da tarifa de ônibus - que já coloca o município entre os que possuem uma das passagens mais caras do Brasil, com o valor de R$6,25 - cresce também a indignação popular diante de um serviço precário, caro e que penaliza diariamente quem depende do transporte coletivo para estudar, trabalhar e acessar direitos básicos.
O reajuste da passagem aprofunda um cenário já conhecido pela população londrinense: longos tempos de espera, ônibus lotados, linhas insuficientes e a transferência contínua dos custos do sistema para quem vive do próprio trabalho.
Enquanto isso, a concessionária Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) segue garantindo seus lucros, amparada por decisões políticas que ignoram a realidade social da maioria do município.
Diante desse quadro, organizações políticas de Londrina convocaram a população para se organizar e reagir coletivamente ao aumento da tarifa. Na última sexta-feira (23), aconteceu uma Plenária Popular aberta a trabalhadoras, trabalhadores, estudantes e moradores do município, na escadaria do Calçadão de Londrina. O espaço foi dedicado ao debate, à escuta das demandas da população e à construção coletiva de caminhos de luta contra essa tarifa abusiva e o modelo excludente de transporte público.
Além da Plenária, já está marcado um ato público contra o aumento da passagem, nesta sexta-feira (30), às 17h15, também na escadaria do Calçadão de Londrina, em frente à Loja Pernambucanas. O objetivo é denunciar o reajuste, pressionar o poder público e afirmar que transporte não é mercadoria, mas um direito social que deve estar a serviço do povo.
As atividades estão sendo organizadas pelo Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), pela União da Juventude Comunista (UJC), pela Unidade Popular pelo Socialismo (UP) e pela Alternativa Popular (AP), organizações que integram a Frente Classista e Combativa (FCC) de Londrina.
A Frente defende um transporte público de qualidade, com Passe Livre, controle social e financiamento público, rompendo com a lógica de privatização e exploração que marca o sistema atual.
Em um momento de aprofundamento das desigualdades sociais, a mobilização popular surge como ferramenta fundamental para enfrentar políticas que penalizam os de baixo e garantem privilégios aos de cima.
A luta contra o aumento da passagem, pela estatização do transporte público e pela implementação do Passe Livre se soma a uma batalha mais ampla pelo direito à cidade, à mobilidade e à dignidade da classe trabalhadora londrinense.