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  • Gravataí Shopping Center expande seus lucros às custas de jornadas de trabalho abusivas e salários baixos

    Com uma jornada de trabalho 6x1, reconhecidamente desumana, e constantes necessidades de hora extra sem qualquer remuneração correspondente por conta do uso de banco de horas, a categoria diz se sentir “escravizada”, presa e sem vida.

    13 de Novembro de 2024 às 0h30

    Reprodução/Foto: Divulgação Gravataí Shopping Center.

    O Gravataí Shopping Center, único shopping de Gravataí, cidade da região metropolitana de Porto Alegre-RS, anuncia e comemora um crescimento de 14% em seus lucros, com obras em andamento e adesão de novas lojas ao empreendimento. O que as comemorações na mídia local escondem é que não se trata de um mero “crescimento da economia local”, mas de uma expansão dos lucros dos empresários por meio da exploração e precarização dos trabalhadores gravataienses. Na realidade, essa lucratividade está diretamente relacionada com os baixos salários e cargas de trabalho desumanas nas lojas do shopping.

    Em contato com trabalhadoras e trabalhadores do shopping, em panfletagens realizadas no local, a militância do PCBR recebeu diversas denúncias sobre a qualidade do trabalho. Com uma jornada de trabalho 6x1, reconhecidamente desumana, e constantes necessidades de hora extra sem qualquer remuneração correspondente por conta do uso de banco de horas, a categoria diz se sentir “escravizada”, presa e sem vida. Também denunciam as metas abusivas e intermináveis que não se refletem em melhorias nos baixos salários que recebem.

    Essa é a realidade que sustenta os aumentos nos lucros do grupo AD Shopping, gestor do Gravataí Shopping Center. O shopping cresce e lucra enquanto os responsáveis por isso, as trabalhadoras e os trabalhadores, não recebem nenhum aumento salarial ou redução na sua jornada de trabalho. Trabalham muito, produzem muito e ganham pouco.

    Por acaso podemos chamar isso de “expansão da economia local”? Trabalhos precários, de alta rotatividade, com baixos salários e jornadas exaustivas e desumanas. É preciso mobilização pelo fim da escala 6x1. Precisamos denunciar e fazer com que nossas denúncias sejam ouvidas.