Servidores das universidades estaduais do Paraná aprovam paralisação para 17 de março e indicativo de greve

Com a paralisação marcada para o dia 17 de março, trabalhadoras e trabalhadores do ensino superior estadual buscam ampliar a mobilização e chamar a atenção da sociedade para a situação das universidades públicas do Paraná.

16 de Março de 2026 às 15h00

Reprodução/Foto: Sindiprol/Aduel.

Por João Oliveira

Trabalhadoras e trabalhadores das universidades estaduais do Paraná intensificam a mobilização em defesa da recomposição salarial e de melhores condições de trabalho. Em assembleias realizadas nas últimas semanas, docentes e servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL) aprovaram a paralisação das atividades para essa terça-feira (17), além de um indicativo de greve, que poderá ser confirmado caso não haja avanço nas negociações com o governo Ratinho Jr. (PSD).

A paralisação integra uma mobilização mais ampla das trabalhadoras e dos trabalhadores do setor público estadual e envolve atos, assembleias e atividades de debate nas universidades. O objetivo é pressionar o Governo do Paraná a abrir negociações e apresentar propostas concretas para as reivindicações da categoria.

Entre os principais pontos da pauta está a recomposição salarial, diante das perdas acumuladas ao longo dos últimos anos. De acordo com entidades sindicais, a defasagem está acumulada em 52%, resultado da inflação não reposta e do não cumprimento da data-base para as trabalhadoras e os trabalhadores do setor público estadual.

Na UEM, a paralisação foi aprovada em assembleia da seção sindical docente, que também deliberou pelo indicativo de greve. O documento encaminhado à reitoria destaca que a paralisação representa um alerta ao governo estadual e poderá evoluir para uma greve caso não haja respostas às demandas apresentadas.

Situação semelhante ocorre na UEL, onde professores e servidores também aprovaram a interrupção das atividades para essa terça-feira (17). Uma nova assembleia da categoria está prevista para os dias seguintes à paralisação, quando será discutida a possibilidade de deflagração de uma greve por tempo indeterminado caso a administração de Ratinho Jr. não apresente proposta de recomposição salarial e negociação da data-base.

Além das perdas salariais, representantes da categoria apontam problemas estruturais nas universidades, como falta de concursos públicos para reposição de servidores, sobrecarga de trabalho e dificuldades de infraestrutura que impactam o ensino, a pesquisa e a extensão.

Com a paralisação marcada para o dia 17 de março, trabalhadoras e trabalhadores do ensino superior estadual buscam ampliar a mobilização e chamar a atenção da sociedade para a situação das universidades públicas do Paraná.

O indicativo de greve, aprovado nas assembleias, sinaliza que o movimento poderá se intensificar nas próximas semanas caso não haja avanço nas negociações com o governo estadual.