EDITORIAL: As tarefas dos comunistas para o Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora!
Durante todo o mês de maio será preciso fortalecer as bases de organização, agitar a luta nos locais de trabalho, estudo e moradia, ocupar as ruas e reafirmar a independência política da classe trabalhadora diante dos interesses do capital.

Intervenção do PCBR e da UJC em Montes Claros (MG), durante os atos do 1º de maio em 2025. Foto: Jornal O Futuro.
A organização da classe trabalhadora e demais classes oprimidas em torno do 1º de Maio continua sendo marcada por uma conjuntura nacional e internacional que ataca e explora cada vez mais o proletariado de mais camadas oprimidas. Se, em 1º de Maio de 1925, a publicação do jornal A Voz Operária foi um marco histórico para o proletariado brasileiro, 101 anos depois e seguindo a tradição leninista, a organização da agitação e da propaganda comunista não é apenas necessária; é a única forma possível para aqueles que levantam as bandeiras do proletariado sem concessão ao capital!
A conjuntura nacional do ano de 2026 deve ser desvelada para além do movimento particular de cooptação dos espaços e do calendário de lutas que é avistado nas localidades. A cooptação e a organização do 1º de Maio como forma de palanque é mais uma das inúmeras expressões da desmobilização encampada pelo social-liberalismo e seu caráter burguês. Nas lutas atuais, especialmente pelo fim da escala 6x1, ficou evidente que, em momentos de ascenso popular, forças revolucionárias conseguiram impulsionar a mobilização e pressionar pelo protocolo da PEC.
A tarefa dos comunistas para o 1º de Maio deve ser usar esse espaço e tempo para dar as melhores explicações à classe trabalhadora, indo além de apenas desmascarar a falsa polarização entre a extrema-direita e o social-liberalismo no Brasil e no mundo. O funcionamento do imperialismo-capitalismo, hoje o principal organizador dos conflitos a nível internacional, marca a explicação marxista-leninista para a guerra enquanto política por outros meios, mostrando o melhor caminho para a compreensão dos capitais monopolistas em disputa, e suas consequentes repercussões.
No cenário nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem se mantido firme na defesa do seu papel de vanguarda da destruição dos direitos trabalhistas, marcado também por interesses privados dos seus próprios integrantes. Como o Jornal O Futuro tem denunciado desde o início de sua veiculação, o Brasil tem caminhado a passos largos rumo à completa destruição dos direitos trabalhistas por meio da pejotização, que transforma o vínculo empregatício em mero contrato em pessoas jurídicas.
No mesmo cenário, a política do governo federal de priorizar os incentivos ao setor privado e entregar o controle da exploração de terras raras ao capital estrangeiro é mais um dos elementos da fragilidade do discurso sobre soberania tão propagandeado por Lula no último período. Enquanto potências imperialistas competem pelo controle e exploração dos minerais brasileiros, a corrida presidencial passa a ser também um espaço de disputa sobre quem controla o discurso em torno da entrega desses recursos estratégicos. Portanto, nossa tarefa enquanto comunistas deve ser demonstrar como a disputa pelas terras raras no Brasil tem revelado um embate entre diferentes setores da burguesia monopolista internacional.
A experiência recente tem mostrado uma velha verdade: governos de conciliação de classes não rompem com a exploração. Durante todo o mês de maio será preciso fortalecer as bases de organização, agitar a luta nos locais de trabalho, estudo e moradia, ocupar as ruas e reafirmar a independência política da classe trabalhadora diante dos interesses do capital.