EDITORIAL: Contra a barbárie capitalista e pela revolução brasileira!

Reforçamos o chamado para o ano eleitoral de 2026: é tarefa dos comunistas utilizar o processo eleitoral como tribuna de agitação e propaganda proletária, subordinando a intervenção institucional à estratégia de organização independente da classe trabalhadora e à luta pela derrubada da burguesia e de seu Estado.

1 de Fevereiro de 2026 às 15h00

Ocupação da Cargill pelos povos indígenas do Baixo Tapajós e apoiadores, em Santarém (BA). Foto: Jornal O Futuro.

Os acontecimentos do início de 2026 confirmaram aquilo que o movimento comunista brasileiro vem denunciando há décadas: não há alternativa de transformação social sob o capitalismo. A conjuntura expressa nos conflitos interimperialistas recentes são expressão direta de um sistema em decomposição, que aprofunda a exploração do trabalho, intensifica a guerra, devasta territórios e empurra milhões para a miséria. O imperialismo tem encontrado as mais perversas formas de voltar-se cada vez mais para a força militar aberta. As recentes ofensivas dos Estados Unidos da América (EUA) contra os povos e nações da América Latina expõem a falência das ilusões na multipolaridade, nos organismos internacionais e acordos de integração regional. A Organização das Nações Unidas (ONU) e todo o aparato do direito internacional não passam de um engodo.  Nesse cenário, a Venezuela – sobretudo a classe trabalhadora venezuelana –  segue sendo alvo dessa ofensiva.

No Brasil, o Congresso Nacional é uma parte expressiva dessa caracterização: não apenas são inimigos do povo por escolha individual de cada um, mas porque o sistema capitalista se fundamenta na ditadura do capital que funciona por meio de um parlamento capaz de fazer a defesa dos interesses do capital financeiro, do agronegócio e do imperialismo. É nesse sentido que defendemos a necessidade de um mandato comunista para deputado. 

Reforçamos o chamado para o ano eleitoral de 2026: é tarefa dos comunistas utilizar o processo eleitoral como tribuna de agitação e propaganda proletária, subordinando a intervenção institucional à estratégia de organização independente da classe trabalhadora e à luta pela derrubada da burguesia e de seu Estado. Isso implica construir uma alternativa eleitoral revolucionária e socialista para os cargos majoritários, capaz de enfrentar a falsa polarização entre frações da burguesia, e avançar na unidade de ação entre as organizações verdadeiramente independentes do capital. No terreno das eleições proporcionais, a apresentação da candidatura do camarada Jones Manoel à Câmara dos Deputados, como tribuno comunista a serviço do Programa do PCBR se coloca como instrumento de denúncia, organização e elevação da consciência de classe. Trabalhar por essa candidatura, preservando a independência política do Partido, ao mesmo tempo em que se articulam apoios a outras candidaturas socialistas e anticapitalistas, é parte de uma tarefa maior: afirmar, no coração da crise do regime e da disputa eleitoral, que a classe trabalhadora precisa de seu próprio projeto de poder, de sua própria estratégia e de sua própria organização.

O ano de 2026 está apenas começando, mas já demonstra que os comunistas terão muitas tarefas à frente. Do 8 de março, dia de luta das mulheres trabalhadoras, ao 20 de Novembro pela consciência negra, passando pelo Dia Internacional do Trabalhador, pelo Grito dos Excluídos e tantas outras datas do calendário de lutas: devemos fazer deste um ano em que o proletariado esteja mais perto de sua tarefa histórica de condução e direção de um processo revolucionário.