EDITORIAL: Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário!
Quando muitos repudiam o marxismo, anunciam a eternidade do capitalismo, substituem a estratégia revolucionária pela disputa de oportunidades imediatas, seguimos convictos da atualidade da máxima de Lênin que condicionou o movimento revolucionário à teoria revolucionária!

Mesa de lançamento da edição do Em Defesa do Comunismo de 'O Que Fazer' por V.I. Lenin em São Paulo (SP)
Agosto inicia com duas datas de extrema importância para o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário: no dia primeiro, comemoramos os 99 anos da União da Juventude Comunista (UJC), fundada em 1927; no terceiro dia, comemoramos 3 anos da publicação do Manifesto em Defesa da Reconstrução Revolucionária do Partido Comunista Brasileiro. Não foi à toa que o Conselho Editorial decidiu publicar, em Agosto, a primeira edição das publicações partidárias de nosso calendário: a obra O Que Fazer? Questões candentes do nosso movimento, de V. I.Lênin.
Em Agosto também comemoramos, no dia 11, o Dia Nacional do Estudante, data que relembra o histórico do movimento estudantil como força auxiliar do proletariado. Destacar a importância dessa data é essencial para a organização dos estudantes secundaristas e universitários, que travam diariamente suas lutas nos seus locais de estudo.
Dentro das tarefas que elencamos como prioritárias para o período, retomar o debate que Lênin travou em O Que Fazer? se torna algo de máxima importância, já que a construção de um processo revolucionário traz exigências concretas ao proletariado: é preciso teoria, é preciso estratégia, e é preciso tomar partido.
Agosto também marca um importante momento para a disputa eleitoral: é o momento que temos para refletir de maneira séria sobre o cenário das disputas que estão postas, entender com seriedade os programas apresentados e fornecer posições que respondam adequadamente não só as demandas da classe trabalhadora, mas de todas as demais camadas de oprimidos.
Por isso, sabemos que não é no terreno eleitoral que as mudanças necessárias para o Brasil virão. No parlamento podemos encontrar importantes pontos de apoio para a luta de classes, desde que nenhuma ilusão seja colocada nem nas próprias reformas do capitalismo nem na institucionalidade burguesa como campo privilegiado das lutas. Nosso posicionamento sobre o cenário das eleições burguesas de 2026 vem sendo construído desde o final de 2025. apresentamos uma análise fundamentada no marxismo-leninismo e no próprio desenvolvimento das disputas eleitorais - considerando nesse percurso, inclusive, nossas próprias falhas.
No próximo período, o PCBR e a UJC estarão organizados internamente para reflexão e debate sobre o processo eleitoral e a nossa posição. Para isso, retomar textos clássicos como Uma Questão de Tática (1899), de Rosa Luxemburgo, A Era das Reformas (1903) e Qual é a Atitude dos Partidos Burgueses e do Partido Operário Frente às Eleições para a Duma? (1906), ambos de V. I. Lênin, e Os Partidos Comunistas e o Parlamentarismo, documento da Internacional Comunista no 2º Congresso da III Internacional (1920) são um dos passos fundamentais para os comunistas.
No cenário atual, compreender os limites das concessões insinceras e os ataques à classe trabalhadora em projetos de solução para a crise do capitalismo será uma condição sem a qual nossas bandeiras não poderão ser levantadas com força para a elevação da consciência da classe trabalhadora.
Quando muitos repudiam o marxismo, anunciam a eternidade do capitalismo, substituem a estratégia revolucionária pela disputa de oportunidades imediatas, seguimos convictos da atualidade da máxima de Lênin que condicionou o movimento revolucionário à teoria revolucionária!